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domingo, 31 de janeiro de 2016

Quinta da Boa Vista

A Quinta da Boa Vista é um parque municipal localizado no bairro de São Cristóvão (zona norte do RJ).

Vista do lago

É um complexo paisagístico público de grande valor histórico. Na Quinta da Boa Vista localizam-se o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia, vinculado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.

Museu Nacional da UFRJ antes da reforma

História

Durante os séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se encontra a Quinta, existia uma fazenda dos Jesuítas porém, em 1759, a mesma foi desmembrada e passou à posse de particulares.

Quando a Família Real chegou ao Brasil em 1808, a Quinta da Boa Vista pertencia a um comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia erguido um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da Baia de Guanabara. Daí a origem do nome atual da Quinta.

Como nessa época havia uma carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-regente D. João Maria de Bragança, mais conhecido como Dom João, que transformou-a em residência real.

A Quinta ainda estava cerca por manguezais e a comunicação por terra com a cidade era muito difícil. Mais tarde, os trechos que eram alagadiços foram aterrados e os caminhos de terra mais aprimorados e o casarão da Quinta necessitou ser adaptado. A reforma mais importante se iniciou à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria em 1816 até 1821.

O arquiteto inglês John Johnston foi encarregado do projeto que além da reforma, instalou um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do general Hugh Percy (2º Duque de Northumberland. Esse portão foi inspirado no pórtico de Robert Adams para a "Sion House", residente deste nobre na Inglaterra.

Esse portão hoje se encontra destacado como entrada principal do Jardim Zoológico. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Portão Monumental

O mesmo portão como entrada principal para o Jardim Zoológico

Residência Imperial

Com a Independência do Brasil, D. Pedro I encarregou das obras do agora Paço Imperial, o arquiteto português Manuel da Costa, posteriormente substituído como autor do projeto em estilo neoclássico do edifício.

O Paço tinha apenas um torreão no lado norte da fachada principal, porém ganhou outro simétrico no lado sul e um terceiro pavimento começou a ser erguido sobre os dois que já existiam.

Após o casamento em 1817, D. Pedro e a Imperatriz D. Leopoldina, passaram a residir no Paço. Ali nasceram a futura Rainha de Portugal, D. Maria II e o futuro imperador do Brasil, D. Pedro II. Neste mesmo lugar, veio a falecer, em 1826, a imperatriz D. Maria Leopoldina.

Palácio Imperial

A foto mais antiga do Palácio Imperial

Palácio Imperial em meados do século XIX


Vale ressaltar que D. Pedro II nasceu (2 de dezembro de 1825), cresceu e viveu na Quinta da Boa Vista junto com sua irmã mais velha D. Maria II (4 de abril de 1819). Já em 1826, veio a falecer a imperatriz D. Maria Leopoldina.

Em 29 de julho de 1846 nasce a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II com D. Teresa Cristina.

Com a chegada da República, a Quinta foi sede da Assembléia Nacional, responsável pela Constituição Brasileira de 1891. Porém, em 1892, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Neto, conseguiu que a instituição fosse transferida do Campo de Santana para o Palácio.

Os Jardins de Glaziou

Uma das maiores reformas que a Quinta da Boa Vista já passou foi a obra de embelezamento dos jardins, por volta de 1869, com o projeto do paisagista francês August François Marie Glaziou, as quais muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago em que se pode andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial, onde se pode alugar canoas a remo.

Projeto Original em aquarela de August Glaziou
Foto: Acervo do Nova Friburgo Country Clube


Caminho para o Museu

O coreto, também, chamado de Pagode Chinês

Gruta Artificial

Canoas a remo

Do lago esquerdo, o Templo de Apolo e, mais à frente, 
Canto das Sereias, de Nicolina Vaz de Assis

Vista do lago com vários pedalinhos

Um ótimo programa de fim de semana para a família


O Museu Nacional

O Museu Nacional está vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é voltado ao estudo científico e cultural atuando na memória e produção científica. É um dos mais importantes museu brasileiros, sendo a primeira instituição científica do país e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina.

O palácio foi criado por Dom João VI em junho de 1818 e residência da família real portuguesa de até 1821. Pertenceu, também, à família imperial brasileira de 1822 a 1889, abrigou a primeira Assembléia Constituinte Republicana de 1889 a 1891 e é sede do Museu Nacional desde 1892.

Museu Nacional da UFRJ nos dias atuais

Em 1964, o Museu passou a ser administrado pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ. Os pesquisadores e laboratórios ocupam boa parte do museu e alguns prédios erguidos no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista. No Horto encontra-se uma das maiores bibliotecas científicas do Rio de Janeiro.

Horto Botânico

Garça vista no horto botânico

Oxalis debilis

Atualmente, o Museu Nacional oferece cursos de pós-graduação vinculados à UFRJ nas áreas de Antropologia Social, Arqueologia, Botânica, Geologia, paleontologia e Zoologia.

Alguns itens expostos no Museu:

Pterossauro

Esqueleto do Maxakalisaurus topei (Dinoprata)

Tiranossauro Rex

Pinguim

Um pedacinho do Maracanã visto de uma das janelas do Museu

Jardim Zoológico

O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro tem, entre seus principais objetivos, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, tendo por base, os animais de seu acervo como: peixes, répteis, aves e mamíferos.

Foi inaugurado em 18 de março de 1945, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas.

Em 1985, foi transformado em Fundação jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, ligada à Prefeitura do Rio de Janeiro. Essa mudança proporcionou maior agilidade administrativa, permitindo um grande processo de modernização que transformou a instituição em respeitado centro de pesquisas e educação ambiental reconhecido em todo o país e no exterior.

Em janeiro de 2005, foi inaugurado o Museu da Fauna, um projeto voltado à educação ambiental que permite conhecer os ecossistemas brasileiros.

Algumas atrações:

Zebrinha e a girafa

Tucano

Bicho preguiça

Uma belíssima fonte

Viveiro para tartarugas
Elefante

Placas indicativas

Passarela da fauna

Atualmente, o Zoológico do Rio de Janeiro encontra-se interditado pelo Ibama desde 14 de janeiro de 2016. O motivo da interdição é que vários animais estariam vivendo em más condições. Muitos morreram devido à falta de comida e ao forte calor. Algumas licenças não estariam de acordo com o órgão, que desde 2012 vinha notificando a Prefeitura sobre essas falhas.

O Ibama além de interditar o zoológico, aplicou uma multa diária de R$ 1.000,00 contra a secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, até que o órgão efetive a adequação ambiental do parque.
Isso não significa o fechamento definitivo do zoológico. A Fundação RioZoo deve continuar realizando a gestão adequada do parque até as irregularidades sejam sanadas, como: manter os animais com alimentação adequada, em ambientes limpos e que favoreçam o comportamento de cada espécie que ali habita.

Enfim, visitar a Quinta da Boa Vista é um ótimo programa para toda a família. Um lugar de fácil acesso, bem cuidado e muito aprazível. Várias escolas organizam passeios a fim de que as crianças tenham um maior contato com a natureza e elas ficam encantadas com o que encontram...

Você pode simplesmente caminhar, andar de bicicleta, sentar embaixo de uma árvore para ler ou descansar, almoçar no restaurante, fazer um piquenique com a família e recarregar as baterias para seguir adiante.

Antiga entrada principal da Quinta da Boa Vista

Comemoração do Dia do Trabalhador

Restaurante da Quinta da Boa Vista

Famílias fazendo piquenique

E a ginástica ao ar livre que não podia ficar de fora

Informações úteis:

Endereço: Avenida Pedro II, s/n - São Cristóvão

Tel.: (21) 2568-8262

Possui estacionamento próprio

** Acesso ao Museu mediante pagamento de uma taxa

** Acesso ao Jardim Zoológico mediante pagamento de uma taxa
Obs.: crianças até 1,00m não pagam












domingo, 24 de janeiro de 2016

Corcovado e o Cristo Redentor

O Corcovado é um dos morros da Cidade do Rio de Janeiro, famoso no Brasil e no mundo pela sua estátua do Cristo Redentor.

O moro foi batizado com esse nome no século XVII por conta de seu formato de corcova.

Antes da construção da estátua do Cristo Redentor, existiu um mirante chamado de Chapéu do Sol, construído por volta de 1885 e demolido em 1942.

Mirante Chapéu do Sol

Um cartão postal com a foto do mirante

O Cristo Redentor é um dos principais símbolos do País e oferece uma visão panorâmica e deslumbrante do Rio de Janeiro a 710 metros de altura, localizado no Parque Nacional da Tijuca, sendo visto de diversos pontos da Cidade.

Visual de tirar o fôlego

História

A estátua de 38 metros de altura e mais de 600 toneladas levou cinco anos para ser construída. Sua construção começou a ser planejada em 1921, quando religiosos e autoridades do governo se reuniram em uma associação chamada Círculo Católico, no Rio de Janeiro, para discutir a ideia. Dois anos depois, foi realizado um concurso de projetos e o vencedor foi Heitor da Silva Costa e foi feita uma campanha nacional para arrecadar fundos para a obra.

Heitor da Silva Costa (autor do projeto) com o engenheiro Pedro Fernandes Viana da Silva e o encarregado Heitor Levy
Foto: Acervo O Globo

No projeto original, o Cristo deveria segurar um globo terrestre em uma mão e uma cruz na outra, mas caiu no gosto do povo carioca que ele estivesse de braços abertos e essa ideia prevaleceu.

A construção só teve, de fato, início em 1926.

A estátua foi feita na França, pois, na época, se dizia que o profissional brasileiro não tinha experiência para executar a obra. Foram preparadas várias maquetes de gesso, até que se trabalhasse com o seu tamanho original.

Projeto da estátua

A estátua veio pro Brasil em vários pedaços. Só a cabeça era composta por 50 peças e as mãos mediam 3,2 metros de comprimento, cada. Foi necessário um trem, que ligava o morro à parte baixa do Rio de Janeiro para que pudessem levar esses pesados e gigantes objetos para o alto do Corcovado.

 As mãos

Foram montados andaimes de madeira e ferro gigantescos a fim de permitir que os operários tivessem acesso aos pontos mais altos da obra, enquanto as peças eram erguidas por um sistema de cabos e roldanas. Várias partes do Cristo eram ocas e encaixadas aos poucos na estrutura metálica montada para sustentar o peso da estátua.

Homens trabalhando no alto do Corcovado

A estátua entre os andaimes

Um ângulo mais próximo

A primeira parte a ficar pronta foi a cabeça. O Cristo foi surgindo, portanto, de cima para baixo e todas as peças externas foram revestidas de pedra-sabão, um material facilmente de ser riscado, mas resistente ao tempo e às variações climáticas.

Em 1929, a pedido de Dom Sebastião Leme, o monumento ganhou, ao longo da obra, um coração, que pode ser visto tanto por fora como por dentro da estátua.

A cabeça do Cristo: primeira parte pronta


A inauguração

A cerimônia de inauguração da estátua, às 11:15h do dia 12 de outubro de 1931, contou com a ilustre presença do então Presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado de ministros e várias personalidades. Durou cerca de duas horas, mas o público foi lotando o alto do morro ao longo do dia.

A bênção do cardeal-arcebispo do Rio, Dom Sebastião Leme

Postal de inauguração

Existiu um plano para que o cientista italiano Guglielmo Marconi (inventor do telégrafo sem fio) acionasse, diretamente da Itália, as luzes que iluminariam o Cristo. Essa ideia partiu do jornalista Assis Chateaubriand que combinou com Marconi que ele, a partir de um iate na baía de Nápoles, emitiria um sinal elétrico, que seria captado por uma estação na Inglaterra e retransmitido para uma antena em Jacarepaguá, onde as luzes seriam acesas. Porém, o mau tempo não permitiu que esse plano fosse colocado em prática.

O trem do Corcovado

A linha do trem do Corcovado começa no bairro do Cosme Velho (zona sul do Rio) e segue até o cume do Corcovado. Foi inaugurada, por Dom Pedro II em 9 de outubro de 1884, portanto, mais antigo que o monumento do Cristo.
Ela possui 3,824 m de extensão e utilização sistema de tração elétrico. Possui 4 trens, com dois vagões (cada). O trajeto é concluído em cerca de 20 minutos, sendo que um trem parte a cada meia hora, o que dá uma capacidade de transporte de 345 passageiros por hora.

Trem do Corcovado

A estação funciona das 8:30h às 19:00h.

O trem do Corcovado possui 5 estações: Cosme Velho (a primeira pra quem quer subir até o Cristo), Morro do Inglês (estação que apenas os moradores podem desembarcar), Silvestre (estação de baldeação do bondinho), Paineiras (perfeita para desembarcar e apreciar as belezas da Floresta da Tijuca) e Cristo Redentor.


Estação do Corcovado


Curiosidades

- A estátua é a segunda maior escultura de Cristo no mundo, menor apenas que a Estátua de Cristo Rei de Swiebodzi na Polônia.

- Em dezembro de 2009, o Cristo Redentor foi tombado, definitivamente, a Patrimônio Nacional.

- Em abril de 2010, perto do seu aniversário de 80 anos, a estátua do Cristo foi pichada em partes dos braços.  

- Em janeiro de 2014, o Cristo Redentor foi atingido por um raio, resultando em dois dedos da mão direita danificados, além de uma placa que fica atrás da estátua ter sido destruída.

Raio atingindo a estátua

Dedos danificados


Mais obras

Em 2003, foram concluídas as obras de instalação de elevadores e escadas rolantes no local. Antes, era preciso subir 220 degraus para desfrutar da paisagem.

Escadas rolantes: um alívio para os visitantes


Visitas ilustres

Muitas pessoas famosas já visitaram o Corcovado, como: Papa João Paulo II, princesa Diana, Albert Einstein, Michael Jackson, Barack Obama, entre outras...


Maravilha do Mundo Moderno

No dia 7 de julho de 2009, a estátua do Cristo Redentor foi eleita como uma das novas sete maravilhas do mundo moderno.

As sete maravilhas do mundo moderno: 
Cristo Redentor, Machu Picchu, Petra, Taj Mahal, Muralha da China, Coliseu e Chichén Itzá


O acesso

O Corcovado e a estátua do Cristo Redentor podem ser acessados, além do tradicional trem, por veículos autorizados pela Prefeitura. Os bilhetes podem ser comprados on line ou nas bilheterias que ficam no local do embarque. Os ingressos incluem transporte de ida e volta, mais a entrada no Cristo. O retorno deve ser feito para o mesmo local do embarque.
Esses veículos saem do Largo do Machado, das Paineiras e de Copacabana. 
De qualquer forma, é bom consultar o site oficial antes de viajar, já que as informações podem mudar a qualquer momento.

As várias faces do Cristo Redentor

Abertura da Copa do Mundo em 2014

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Outubro Rosa

Homenagem às vítimas do atentado na França, em novembro de 2015

Campanha contra o câncer de próstata

A super lua

Entre as nuvens

À noite

Que Ele possa sempre nos abençoar!